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A remuneração da nova década

Estamos iniciando mais uma década, que pelo que se vislumbra, com muitos desafios, resiliência e persistência e esperando que a vacina do Covid-19 tenha os efeitos protetivos necessários para que possamos superar esta barreira na saúde e buscar a recuperação de vida que foi restritiva em 2020.

Na outra ponta temos o ambiente político, que poderá apresentar turbulências, mesmo porque 2022 será ano de eleição presidencial e isto terá reflexos em 2021, bem como a busca pela recuperação da economia, de uma maneira mais ampla e não segmentada, onde cenários apontam para um crescimento mais estruturado e que poderá contribuir na geração de emprego e renda necessários para permitir que os trabalhadores possam buscar as suas necessidades.

O cenário acima poderá trazer reflexos na reorganização das empresas envolvendo a gestão e ambiente de negócios para atender as demandas de mercado.

E a remuneração, quais são os desafios? Como aplicar a remuneração com a pressão de custos presente nas organizações? Como atrair e reter os talentos?

O processo de remuneração tem como eixo central a organização das funções, trilhas de crescimento e definição da estrutura dos cargos necessários para suportar as operações dos negócios. Esta definição envolve os cargos de gestão, onde o span of control pode ser uma metodologia a ser aplicado, bem como os cargos técnicos, administrativos e operacionais que através da ferramenta de controle de vagas (Headcount por cargo/nível) fortalecerá a gestão de custos e oportunidades. Portanto recomendamos uma avaliação geral  dos efeitos na estrutura dos cargos ocorrida nos últimos anos (turnover voluntário e involuntário), revisão e/ou automação de processos, terceirizações  e/ou outas ações praticadas dentro das organizações.

Com a “nova” estrutura de cargos o  desafio passa a ser a definição da  sua arquitetura (equilíbrio interno) sustentada por análise de mercado (competitividade), a fim de entender o momento atual do mercado e das práticas que estão sendo utilizadas  para as políticas de remuneração fixa e variável e gestão de benefícios.

O conceito da remuneração estratégica tem alta relevância neste contexto. Como serão posicionados os cargos em relação ao mercado? Quais cargos poderão ter maior competitividade  quais deverão acompanhar o mercado? Quem é o seu mercado? Será regionalizado ou será necessário pensar em mercado mais amplo ou híbrido? Como estruturar e balancear a remuneração fixa, variável e pacote de benefícios? É  momento de pensar em benefícios flexíveis? Lembre-se que o home office não muda o valor do cargo, mas permite que pessoas em localidades diferentes exerçam a mesma função.

As respostas para estas questões vão trazer soluções mais customizadas, pois a estratégia será definida em relação às necessidades de cada negócio.

De uma maneira geral, entendo que o processo de remuneração deverá estar mais alinhado com o perfil dos negócios, competências requeridas e sustentabilidade financeira das operações. A Reforma Trabalhista trouxe oportunidades. Compete as organizações mapear e calibrar os modelos para otimizar os resultados e agregar valor ao  processo de gestão da remuneração.

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